-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Tabua de Esmeralda - Hermes Trimegistus
Tudo o que está aqui embaixo também está no alto;
também no alto está o que está embaixo,
pois tudo é obra de uma só coisa.
Todas as coisas vieram e vem de uma,
da qual tudo nasceu e à qual tudo se ajustou,
pois tudo se adaptou a ela, a Causa Ùnica.
O Pai de tudo, que é a realidade, que é o querer do universo,
Aqui está, com sua força total convertida em Terra.
Se quiserdes saber o segredo dessa força suprema,
deveis separar a terra do fogo,
o fino e sutil do espesso e grande,
Suavemente e com todo cuidado.
Sobe da terra ao céu e, dali, volte à terra,
para receber a força do que está em cima e
do que está embaixo.
Assim, receberás a luz de todo o mundo
e as trevas se afastarão de ti.
Esta é a força de todas as forças, que vencerá tudo o que é sutil,
como vencerá tudo quanto é grande,
e que penetrará em tudo o que é sólido e palpável.
Portanto, o mundo pequeno está feito,
à semelhança do mundo grande.
Assim e desse modo, ocorrerão mudanças prodigiosas.
Por isso me chamam Hermes Trimegisto,
Pois possuo as três partes da Sabedoria de todo o mundo.
Terminado está o que disse sobre a Obra do Sol.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Palavra final do Ir. Orador
Particular" ter percorrido as Colunas e o Oriente, a mesma é passada
ao Irmão Orador para apresentar suas conclusões no encerramento das
discussões e do decorrido da Loja, de modo geral, sob o ponto de vista
legal, qualquer que tenha sido a matéria. Confirmando que a Loja
transcorreu de modo justo e perfeito e, desse modo, estando tudo de
acordo com os princípios e leis da Maçonaria, obediente aos Rituais, a
Loja poderá ser fechada.
Infelizmente, é comum na ocasião descrita acima, no empenho de mostrar
sua competência, o Orador divagar sobre o tema apresentado no Tempo de
Estudos, ou tomar partido sobre o mesmo, ou, que é pior ainda,
apresentar um outro Trabalho sobre o mesmo tema.
Na minha opinião, isso ele pode fazer, quando a palavra estiver no
Oriente, e ele se comportar como um obreiro comum. Pedirá a palavra ao
Venerável Mestre, do mesmo modo que fazem os demais, e exporá sua
opinião, como obreiro da Loja.
Repetindo para ficar claro, ao Irmão Orador cabe, ao final da Loja,
dar as suas conclusões legais, ou seja, do ponto de vista legal, mesmo
porque ele é o digno representante do Ministério Público Maçônico.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Sagração do Templo Maçônico
anos de existência, aqui no Brasil. Antigamente, o termo usado era
"Inauguração", ocasião em que o Templo era reconhecido pelas
autoridades maçônicas e usado pela primeira vez. Inclusive,
autoridades da vida profana também eram convidadas para a festividade.
No Brasil existe uma série de Lojas com mais de 100 anos, cujos
Templos foram Inaugurados.
Hoje em dia nós "sagramos" o Templo. Entretanto, levando em
consideração que a Maçonaria não é uma religião, essa sagração não é
fazer com que o Templo se torne um local sagrado, santificado. É
simplesmente um reconhecimento Maçônico, por todos os maçons presentes
no ato de que, aquele local, tem a dignidade de um Templo Maçônico e
será sempre usado para as atividades Maçônicas..
Só isso! Sem qualquer sentido de "santificação" do local,
principalmente dentro do Templo. Pessoas não ligadas à Maçonaria,
profanos, podem visitar as instalações de Templo Maçônico, sem
problemas, desde que em ocasiões propícias.
Para finalizar, vejam o que foi escrito pelo Mestre José Castellani:
"A Sagração é um Cerimônia cuja finalidade é, simplesmente, conferir
ao local, a dignidade de Templo Maçônico, assim como a Sagração do
Aprendiz, do Companheiro, ou do Mestre tem a finalidade de lhes
conferir a dignidade do Grau, sem qualquer sentido de "santificação".
Muitos maçons, todavia, crêem que sagrar o Templo é torná-lo um local
santificado, sagrado, misturando Maçonaria com religião, o que, embora
esdrúxulo e absurdo, é mais comum do que se supõe."
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Atersata, palavra muitas vezes escrita de forma errada como
"artezata", ou "aterzata", é de dificil localização nos dicionários
maçônicos em geral (tanto nos nacionais como nos escritos na lingua
inglesa). Na língua inglesa é escrito como "athersada".
É uma palavra de origem Persa, com o significado de "mão forte, mão
poderosa". Obviamente, a tradução com significado mais objetivo é: "o
Governador que dirige com total poder, com mão forte!".
Na verdade, esse nome encontrado na Biblia (Septuaginta) é o nome dada
ao Governador Persa de Jerusalém que acompanhou Zorobabel e Nehemias
(vide "Esdras" II. 63; "Nehemias" VII. 65-70, descritos abaixo).
E o Atersata proibiu-os de comer coisas sagradas, até que conseguissem
encontrar um sacerdote.....
Por isto tudo, fizemos uma aliança sagrada....pelos nossos sacerdotes.
Estes foram os que assinaram: Neemias, o Atersata, filho de
Helquias....
Na Ordem de Heredom de Kilwinning, este era o nome do chefe supremo
dessa Ordem. E, na Maçonaria Francesa e na Brasileira, entre outras, é
o nome do presidente do "Sublime Capítulo Rosacruz" do Rito Escocês
Antigo e Aceito, na divisão que vai do 15º ao 18º Grau.
Em 586 a.C, Judá, a remanescente e importante cidade do grupo das 12
tribos dos Hebreus (cisma de 921 a.C.), foi conquistada e destruida
por Nabudonossor II, chefe dos Babilônios. Nessa época, o primeiro
Templo, o de Salomão, construido em 980 a.C, foi totalmente destruido
e todos os hebreus foram levados, cativos, para o exílio na Babilônia.
Posteriormente, em 538 a.C. a Babilônia foi conquistada por Ciro, o
Grande, que, diferente dos demais conquistadores, dava liberdade
religiosa e de costumes, aos povos conquistados. Dessa forma, os
hebreus tiveram permissão de retornarem a sua terra.
Depois disso é que todos os hebreus começaram a serem chamados de
'judeus", o que anteriormente, era usado somente para os pertencentes
aos nascidos em Judá.
O titulo de Atersata foi recebido por Neemias dado pelo Rei da Persia,
provavelmente Dario III, a quem servia, para ser o Governador da nova
Judéia.
Após o retorno dos judeus o segundo Templo foi construido, denominado
de templo de Zorobabel.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
O Problema é que vejo muita gente brincando de ser motociclista
Esse texto que segue é de um irmão sensacional. Concordo com o irmão e o texto: quem anda com colete carrega o motoclube nas costas, anda com a responsabilidade de ser um modelo do motoclube, uma SINÉDOQUE (procurem no Google). Não andamos nós mesmos, andamos o NOSSO MOTOCLUBE, O NOSSO BRASÃO. Pensem nissi antes de fazer besteira, levantar o dedo ou se meter em confusão. Ninguém fala fulano entrou numa briga no encontro tal, falam: o motoclube tal fez a maior confusão no encontro tal. REFLITAM!
Parabéns mano, pela correta explanação dos termos, e pela sagaz visão do que é ser MOTOCICLISTA!
Paulo Jurza
100% Bodes do Asfalto - FBH
Segue o texto:
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Quando falo de "ser motociclista", está longe de me referir aos proprietários de motocicletas, mas sim me refiro ao homem ou mulher que monta em sua moto e vai curtir pelas estradas desse mundão. Em especial aos integrantes de Moto Clubes, os quais quando optaram por entrar para o "meio" (meio: como é definido o universo dos Moto Clubes), precisam entender que ele não está entrando para a "moda" por vestir um colete que possui um brasão como nos seriados de TV. O Brasão de seu clube é a mais alta honraria que um integrante pode ostentar, é necessário o entendimento de que quando ele ou sua garupa veste o Brasão ele deixou de ser ele e passou a ser o Moto Clube.
O meio irá enxergá-lo na estrada, como "fulano do Moto Clube tal", por isso sua conduta estará sempre a prova dos espíritos da estrada. Na estrada todos somos membros de uma só família, independente do Brasão ou das Cores que vestimos. O socorro a um Irmão motociclista deve ser a conduta esperada de qualquer um do meio, sem deixarmos de lembrar que há previsão penal em nossas leis para a omissão de socorro. Socorro este que deve ser prestado independente do Brasão de quem está ali acidentado necessitando de auxílio.
Quando digo que o problema é que vejo muita gente brincando de ser motociclista, digo isso pois, há atitudes que judiam deixam tristes aqueles que defendem o estilo "biker" de ser (estilo motociclista de ser). Ser motociclista é ter atitude, respeito e principalmente amor ao próximo. Aquele que gosta de andar somente com seu grupinho, que finge que não vê um irmão de estrada parado no acostamento e passa sem lhe prestar socorro, ou ainda descrimina na prestação do auxilio, como por exemplo parar para ajudar somente quem é de seu clube, está ferindo diretamente o código de conduta do verdadeiro motociclista.
Quem age olhando apenas seu próprio umbigo, não percebe que a motocicleta e o motociclista é a parte mais frágil na relação da estrada. Pois para o motociclista que sofre um acidente, a única certeza que lhe é reservada é que o "chão estará esperando-o".
Como disse e reforço, há muita gente brincando de ser motociclista ou melhor brincando de pertencer ao "meio", essa gente entra em um Moto Clube, adquire ou recebe seu Colete, se sente na moda e sai por aí, quando saem, pois alguns optam por manter suas motos enfeitando a garagem de casa, preferem ser motociclistas de Watzap. Estes que brincam de ser Motociclistas, nas estradas param para abastecer e deixam de cumprimentar irmãos de estrada que vestem outros Brasões e Coletes, talvez por se sentirem diferenciados, talvez por terem medo daquela gente esquisita, de atitude e que vestem o "preto", utilizam caveiras.
Sem saber que o preto é usado pois mascara a fuligem, a poeira, a sujeira da estrada, afinal colocar um terno branco para andar de moto não é uma atitude comum. É preciso lembrar também que as caveiras simbolizam a simples igualdade entre os Irmãos, sejam eles brancos, amarelos, vermelhos, negros ou pardos. A Caveira não simboliza raça ou desigualdade, mas sim afirma que todos somos iguais.
Por fim, para aqueles que começaram a rodar agora ou até mesmo que rodam há muitos anos e ainda não aprenderam o sentido de "ser motociclista" e que talvez nunca irão aprender, digo que observem melhor a sua volta, pois você esta sendo observado, há espíritos na estrada, o meio te observa e o avalia constantemente, lembre-se que você de colete não é você, você de colete é seu clube. E se de repente você usa um colete simplesmente pela moda, ou porque comprou sua motoca e quer se sentir incluído em algum grupo, digo que há outros locais, outros hobbies que exigiram muito menos de sua atitude.
Na estrada todo mundo é igual, não brinque de ser motociclista, honre seu colete e seu clube e seja um verdadeiro motociclista.
A Instalação – Mestre Instalado
R.E.A.A, o Primeiro Vigilante ser o substituto imediato do Venerável
Mestre, como dirigente administrativo da Loja. Muitas Lojas possuem
Regimento Interno, no qual esse item se torna obrigatório.
No caso de uma substituição, na ausência do Venerável Mestre em Loja,
o Primeiro Vigilante pode tomar as medidas necessárias ao bom
andamento da mesma, só não podendo Iniciar, Elevar ou Exaltar novos
Obreiros.
Ou seja, ele não pode proceder à sagração. Este termo, sagração, de
acordo com Mestre Castellani – "é conferir a dignidade do grau, dos
novos Aprendizes, Companheiros e Mestres". Esse ato é privativo do
Mestre Instalado!
A Instalação é simplesmente a tomada de posse do cargo de Venerável
Mestre de uma determinada Loja (ver também Pilula Maçônica nº73). Essa
tomada de posse pode, ou não, ser acompanhada de Cerimonial de
Instalação. Essa cerimônia é típica do 'Emulation Ritual", da
Inglaterra, e foi adotada em outros Ritos como o Escocês, o
Adoniramita, o Moderno e outros, no mundo todo.
Sobre esse assunto, Mestre Castellani publicou, em 1994, "O Mestre
Instalado" na revista a "A TROLHA" nº 94, pag 34, que deixa claro o
que segue abaixo:
"a Cerimônia de Instalação de Veneráveis Mestres, com uma ritualística
específica, é própria do Ritual de Emulação, sendo inexistente,
inicialmente, nos demais Ritos, embora acabasse sendo, posteriormente
imitada. Em nosso país, primeiro em 1928 – no âmbito das Grandes Lojas
brasileiras, oriundas da dissidência de 1927 – e, posteriormente no
Grande Oriente do Brasil (GOB). Neste, essa cerimônia surgiu com a
impressão de um Ritual de Instalação, em 1967, na gestão do Grão
Mestre Álvaro Palmeira. Esse Ritual seria herdado pelos Grandes
Orientes Autônomos, surgidos da dissidência de 1973, no Grande Oriente
do Brasil."
Hoje, essa cerimônia é adotada no mundo maçônico e, ser "Mestre
Instalado", deve ser o principal sonho de todo e qualquer Mestre.
Talvez seja, ao meu ver, mais importante que a obtenção dos Altos
Graus, pois este último é uma conquista enquanto ser Mestre Instalado
é uma realização!
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Michelângelo Buonarotti
espécie de super homem. Quando a morte o alcançou, com a idade de 89
anos, ainda estava criando obras de arte. Suas pinturas e esculturas
de figuras de homens e mulheres são quase sobre humanos em beleza,
força e energia. Foi uma criação da Renascença, sendo arquiteto,
poeta, pintor e escultor de suprema relevância. Não foi o único;
diversos artistas de renome apareceram nesse período, mas sem dúvida
foi o maior artista entre todos eles.
O "mundo" de Michelângelo foi bem pequeno, restringindo-se as cidades
de Florença e de Roma, distantes 233 Km entre si. Percebe-se, pois,
que os efeitos enriquecedores de viagens ao redor do mundo não foram o
motivo de sua incrível genialidade.
Michelângelo Buonarotti nasceu em 06 de março de 1475, na cidade de
Caprese, próximo à Florença e era filho de Lodovico di Leonardo di
Buonarotti Simoni, que nessa cidade estava trabalhando quando do seu
nascimento. Foi criado por uma governanta, cujo marido era mineiro e
deve ter lhe passado as técnicas de, com um malho e cinzel, esculpir
em pedra.
Em 1488, com treze anos de idade, foi aluno de um dos principais
pintores da época – Guirlandaio, com técnica especializada em pintar e
decorar paredes e tetos, em afresco. Depois de um ano e meio com
Guirlandaio, foi notado por Lorenzo de Médici "O Magnífico", o qual
foi imediatamente surpreendido pela habilidade de Michelângelo em
esculpir e levou-o ao seu palácio, que era o centro cultural de
Florença. Lá, encontrou Bertoldo di Giovanni, sexagenário que havia
sido aluno de Donatello, considerado o maior escultor do século XV.
Quando Lorenzo "O Magnífico", morreu em 1492, Michelângelo voltou para
a casa de seu pai, iniciando nessa época seus estudos sobre anatomia,
através de dissecação de cadáveres. Deste modo, artistas como Leonardo
da Vinci e Michelângelo, da Alta Renascença, podiam revelar, em suas
obras, a musculatura por baixo das roupas porque haviam estudado os
músculos debaixo da pele.
Em 1496, em contato com o Cardeal Riário, e devido seu talento, foi
convidado a ir a Roma. O primeiro trabalho conhecido de Michelângelo
foi o "Baco", para um vizinho do Cardeal. Essa obra, de grande beleza
e naturalidade, mostra de forma adequada a embriaguez do deus do
vinho, Baco, que com as pernas semi dobradas, parece que está prestes
a cair.
Em seguida fez um trabalho mais ambicioso, a "Pietá", uma
representação da tristeza da Virgem Maria, segurando Jesus
crucificado, em seus braços. Peça esculpida com riquezas de detalhes e
perfeições jamais vistas em outras obras de igual envergadura.
Michelângelo voltou para Florença em 1501 e encontra um bloco de
mármore de 5,4m de altura, num quintal próximo da Catedral de Florença
e seus serviços são encomendados para trabalhar o bloco, e a estátua,
conforme combinado, deveria ser de Davi, o herói bíblico, em confronto
com o gigante filisteu – Golias. A maravilha produzida mostra a imagem
do jovem Davi, carregando no ombro a funda com a qual derrotará o
filisteu Golias.
Em 1505 foi convocado pelo Papa Júlio II, para pintar a Capela Sistina
e, em 1520, prepara a Capela dos Médici.
No final da Renascença, as cidades italianas tiveram as maiores
realizações culturais e Florença era uma das mais poderosas cidades
italianas, próspera no comércio de tecidos e sedas, tornando-se um
centro financeiro internacional. Produziu a maioria das grandes
figuras do início do Renascimento, começando com Cimabue e Giotto,
terminando com Leonardo da Vinci, Michelângelo e Rafael, entre outros.
Florença era normalmente uma república, mas durante quase todo o
século XV foi controlada por uma única família – os Médici. Suas
principais propriedades eram um banco com filiais ou agências por
quase toda Europa, e a habilidade política, tradição familiar. O banco
trouxe enorme poder e prestígio, a habilidade política os induzia a
evitar danos à vaidade florentina, controlando a cidade por detrás dos
bastidores. O real fundador da dinastia, Cósimo de Médici, usou o
poder por mais de trinta anos. Ele foi grande apreciador das artes,
embora suplantado por seu neto Lorenzo "O Magnífico".
Lorenzo foi, quando Michelângelo era adolescente, seu protetor e
estimulador na arte de esculpir, levando-o a frequentar a escola por
ele patrocinada, no palácio. Apesar de Lorenzo ter morrido em 1492, e
Florença pensar estar livre da influência dos Médici, em 1494, após
conflitos com a França, trouxeram o poder dos Médici de volta, mais
acentuadamente em 1512, como veremos adiante.
Depois de 1505, já famoso por algumas de suas obras, Michelângelo foi
trabalhar para o Papa Júlio II, em Roma. Esse personagem era, além de
Papa, um notável guerreiro, tornando-se um governante poderoso, tanto
leiga como espiritualmente. Apesar de ambos estarem sempre em atrito,
Michelângelo pintou a Capela Sistina, tornando-se mais conhecido e
mais famoso ainda.
Em 1513, o Papa Júlio II morre, no auge de seu poder. Como dissemos,
os Médici se reinstalaram no poder e o Cardeal Giovanni de Médici, o
segundo filho de Lorenzo "O Magnífico", em 1514, foi inesperadamente
levado ao trono papal como Papa Leão X, e os Médici viram-se no poder
tanto em Florença, como agora em Roma, os "dois mundos" de
Michelângelo.
Em 1520, o Papa Leão X, para celebrar a volta da família Médici ao
poder, estava ansioso para erguer uma maravilhosa fachada na Igreja
Médici de São Lorenzo, Florença. Entretanto, não houve entendimentos
entre o Papa Leão X e Michelângelo, e nada foi feito.
Ainda assim, ele de maneira nenhuma havia caido em desgraça com os
Médici. Depois de certo tempo, envolveu-se em um novo projeto para a
igreja de São Lorenzo. Na verdade eram diversos trabalhos e consistiam
em projetar a Capela dos Médici. Além disso, deveria esculpir quatro
túmulos para os Médici, e criar uma enorme biblioteca para a Igreja.
Um dos túmulos seria destinado ao mais importante homem da geração
anterior: Lorenzo de Médici "O Magnífico", primeiro protetor de
Michelângelo. O outro túmulo seria do Irmão de Lorenzo, Giuliano de
Médici, que havia sido assassinado já a muito tempo, quando
Michelângelo tinha três anos.
Na velhice de Michelângelo, a Arquitetura tomou lugar da Escultura,
permitindo-lhe continuar a moldar rochas sem o duro esforço de
esculpir, projetando diversas Praças.
E assim, na idade de 89 anos, morre um artista cuja magnitude jamais
será suplantada.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
quinta-feira, 19 de maio de 2016
William Preston
Vamos descrever abaixo parte da vida maçônica do grande Maçom William
Preston, descrita por outro grande escritor Maçom Alec Mellor, da
França. É interessante para nosso conhecimento, pontos de vista de
escritores não ingleses, como neste caso.
Nascido em Edimburgo em 1742, William Preston foi a Londres em 1760 e
foi iniciado em 1763. A sua carreira maçônica foi fecunda e brilhante.
Após vários veneralatos, foi colocado na cadeira do rei Salomão pela
Loja Antiquity nº 1 (atualmente nº 2), que trabalhava sem carta, já
que era "de tempos imemoriais" (situação que persiste até hoje).
No dia de São João de 1777, uma delegação dessa Loja, precedida por
Preston, foi à Igreja Saint-Dunstan para nela assistir ao ofício, com
os Irmãos com os seus aventais, condecorações e luvas, a igreja
encontrando-se a pouca distancia e a delegação só tendo uma rua para
atravessar. Depois voltou à Loja.
O incidente fez com que a Grande Loja condenasse Preston, em virtude
da proibição tradicional às Lojas de se mostrarem assim publicamente
sem a sua autorização. Preston invocou a titulo de privilégio o fato
de que a sua Loja trabalhava "desde tempos imemoriais", opinião
juridicamente insustentável, pois ela colocava a Loja na condição de
Obediência autônoma.
Preston foi expulso da Maçonaria.
Seguiu-se um cisma, a Loja Antiquity nº 1 separando-se da Grande Loja
e constituindo-se em um outro corpo, com o nome de Grand Lodge of
England South of the River Trent (Grande Loja da Inglaterra do sul do
Rio Trent).
Em 1787, depois dos cismáticos terem dado as satisfações exigidas pela
Grande Loja, esta reintegrou-os.
O nome de William Preston permanece ligado aos seus "Illustrations of
Freemasonry" (Esclarecimentos sobre a Franco-Maçonaria), cuja primeira
edição é de 1772. A obra teve dezessete edições, das quais doze
durante a vida do autor, que morreu em 1818. Foi enterrado na catedral
de São Paulo em Londres.
Os "Illustrations of Freemasonry" constituem uma coletânea de
conferências eruditas e de alto valor literário para uso nas Lojas.
A Grande Loja da Inglaterra deve ainda a William Preston a fundação
das famosas "Prestonian lectures", que, não obstante algumas
interrupções, permanecem atuais até hoje, conferências em geral
notáveis sobre assuntos de interesse maçônico.
A coletânea é publicada pela Loja Quatuor Coronati nº 2076 de Londres.
Ir.'. Alfério Di Giaimo Neto.
A TRISTE GERAÇÃO QUE VIROU ESCRAVA DA PRÓPRIA CARREIRA PROFISSIONAL
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(E a juventude vai escoando entre os dedos.)
Era uma vez uma geração que se achava muito livre.
Tinha pena dos avós, que casaram cedo e nunca viajaram para a Europa.
Tinha pena dos pais, que tiveram que camelar em empreguinhos ingratos
e suar muitas camisas para pagar o aluguel, a escola e as viagens em
família para pousadas no interior.
Tinha pena de todos os que não falavam inglês fluentemente.
Era uma vez uma geração que crescia quase bilíngue. Depois vinham
noções de francês, italiano, espanhol, alemão, mandarim.
Frequentou as melhores escolas.
Entrou nas melhores faculdades.
Passou no processo seletivo dos melhores estágios.
Foram efetivados. Ficaram orgulhosos, com razão.
E veio pós, especialização, mestrado, MBA. Os diplomas foram subindo
pelas paredes.
Era uma vez uma geração que aos 20 ganhava o que não precisava. Aos 25
ganhava o que os pais ganharam aos 45. Aos 30 ganhava o que os pais
ganharam na vida toda. Aos 35 ganhava o que os pais nunca sonharam
ganhar.
Ninguém podia os deter. A experiência crescia diariamente, a carreira
era meteórica, a conta bancária estava cada dia mais bonita.
O problema era que o auge estava cada vez mais longe. A meta estava
cada vez mais distante. Algo como o burro que persegue a cenoura ou o
cão que corre atrás do próprio rabo.
O problema era uma nebulosa na qual já não se podia distinguir o que
era meta, o que era sonho, o que era gana, o que era ambição, o que
era ganância, o que necessário e o que era vício.
O dinheiro que estava na conta dava para muitas viagens. Dava para
visitar aquele amigo querido que estava em Barcelona. Dava para
realizar o sonho de conhecer a Tailândia. Dava para voar bem alto.
Mas, sabe como é, né? Prioridades. Acabavam sempre ficando ao invés de
sempre ir.
Essa geração tentava se convencer de que podia comprar saúde em
caixinhas. Chegava a acreditar que uma hora de corrida podia mesmo
compensar todo o dano que fazia diariamente ao próprio corpo.
Aos 20: ibuprofeno. Aos 25: omeprazol. Aos 30: rivotril. Aos 35: stent.
Uma estranha geração que tomava café para ficar acordada e comprimidos
para dormir.
Oscilavam entre o sim e o não. Você dá conta? Sim. Cumpre o prazo?
Sim. Chega mais cedo? Sim. Sai mais tarde? Sim. Quer se destacar na
equipe? Sim.
Mas para a vida, costumava ser não:
Aos 20 eles não conseguiram estudar para as provas da faculdade porque
o estágio demandava muito.
Aos 25 eles não foram morar fora porque havia uma perspectiva muito
boa de promoção na empresa.
Aos 30 eles não foram no aniversário de um velho amigo porque ficaram
até as 2 da manhã no escritório.
Aos 35 eles não viram o filho andar pela primeira vez. Quando
chegavam, ele já tinha dormido, quando saíam ele não tinha acordado.
Às vezes, choravam no carro e, descuidadamente começavam a se
perguntar se a vida dos pais e dos avós tinha sido mesmo tão ruim como
parecia.
Por um instante, chegavam a pensar que talvez uma casinha pequena, um
carro popular dividido entre o casal e férias em um hotel fazenda
pudessem fazer algum sentido.
Mas não dava mais tempo. Já eram escravos do câmbio automático, do
vinho francês, dos resorts, das imagens, das expectativas da empresa,
dos olhares curiosos dos "amigos".
Era uma vez uma geração que se achava muito livre. Afinal tinha
conhecimento, tinha poder, tinha os melhores cargos, tinha dinheiro.
Só não tinha controle do próprio tempo.
Só não via que os dias estavam passando.
Só não percebia que a juventude estava escoando entre os dedos e que
os bônus do final do ano não comprariam os anos de volta.








