-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
ABS Brake - How it works
Reto Escocês Retificado
Considerado por uns como uma maçonaria elitista – uma super-maçonaria ou uma maçonaria dentro da maçonaria – e visto por outros como um desvio – uma para-maçonaria, uma maçonaria marginal ou até mesmo uma "falsa maçonaria" – o Regime Escocês Retificado, criado por Jean Baptiste Willermoz na segunda metade do século XVIII, coloca aos membros da ordem, assim como aos "maçonólogos" que o observam de fora, um enigma, tanto em razão das suas origens quanto dos seus usos e, dos seus ensinamentos.
Sabemos que, como a Vida, única em suas fontes essenciais, e múltipla em suas manifestações substanciais, a Ordem dos Franco-maçons, UNA em seu projeto fundamental de erigir a Cidade Ideal onde reinariam o Espírito e o Amor Universal, se fragmenta exteriormente num elenco de ritos cuja diversidade, fonte de indiscutível enriquecimento, inscreve-se grosseiramente nas heranças históricas e culturais dos membros que os praticam. Sem esta diversidade de formas e usos pode-se apostar que a franco-maçonaria não teria atravessado vitoriosamente três séculos de história no curso dos quais não lhe foram poupados golpes e provações tanto internos – conventos tempestuosos, cismas… – quanto externos – anátemas pontificais, hostilidade latente dos meios ditos racionalistas. Irmãos mantenham-se à direita, irmãos, mantenham-se à esquerda…
Cada rito maçônico apóia-se numa corrente inicática, que ele exprime com maior ou menor sucesso e maior ou menor coerência no tortuoso dédalo dos graus sucessivos, cujos número é variável, e que se repartem em classes (Lojas, capítulos, etc.) distinguidos por cores extraídas da simbólica alquímica: azul, verde, vermelho, branco. Os três primeiros graus, os graus azuis, constituem a passagem inicial comum a todos os ritos.
Quando de sua elevação ao terceiro grau, o novo Mestre Maçom aprende que a "PALAVRA" foi perdida. É, tradicionalmente, a consequência infeliz do assassinato do Arquiteto Hiram Abif por três maus companheiros. Se, como defendem alguns, como Ragon, o curso maçônico deveria limitar-se aos três graus azuis – aprendiz, companheiro e mestre – constataríamos que os maçons experimentariam um sentimento de frustração em sua fome, sendo a vocação dos graus superiores justamente a de reaver a verdadeira PALAVRA que (de que serviria saturar-se de perífrases evasivas?) foi trazida de volta e revelada pelo Cristo àqueles que têm ouvidos para ouvir.
Em nome de um humanismo mal compreendido e mal digerido, a quase unanimidade dos maçons se empenha em complicar – ocorreu um processo de valorização neste sentido – o que é no entanto muito simples: Hiram morreu levando consigo a PALAVRA para o fundo de sua sepultura; Cristo ressuscitou para nos devolver a PALAVRA (os gnósticos em seu tempo não se equivocaram ao associar o Cristo ao Logos) e nos restabelecer em nossa dignidade prístina, a de antes da prevaricação do Anjo. Neste ponto, o Regime Escocês Retificado, fundamentado na corrente iluminista do século XVIII, é o mais esclarecedor. O quarto grau, o de Mestre Escocês de Santo André, fundamenta-se no pensamento filosófico de Martinez de Pasqually e de Louis-Claude de Saint-Martin. Ele dá ao HOMEM DE DESEJO as chaves da REINTEGRAÇÂO, e depois do parêntese capitular de Escudeiro Noviço e de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa, este ensinamento fundamental, este núcleo da Tradição será continuado e aprofundado nas classes da Profissão e da Grande Profissão.
Assim, o Regime Escocês Retificado representa o Centro de União de todos aqueles que reivindicam o Cristianismo em pureza filosófica, de todos aqueles que compreenderam que o Cristianismo é o ponto culminante da tradição ocidental, que ele é o "verdadeiro humanismo espiritual" que a Franco-maçonaria "filosofal", assim como o martinismo, avatares modernos da espiritualidade eterna, veicularam até os nossos dias.
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Esta matéria foi publicada originalmente em L'Initiation no Nº 4 de 1985.
Fonte: Revista L'Initiation no Nº 1 – Abril-Junho de 2001
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Livro da Lei
A Grande Loja Unida da Inglaterra, em 04 de setembro de 1929, lançou, e foi aprovado pela Franco Maçonaria universal, os "Princípios de Base" para o reconhecimento de regularidade de uma Grande Loja ou um Grande Oriente:
Art. 06: - As três grandes Luzes da Franco Maçonaria, o Livro da Lei Santa, o Esquadro e o Compasso, ficarão sempre expostos quando dos trabalhos da Loja.
A mais importante das três é o Livro da Lei Santa (The Volume of Sacred Law).
Nos países da Europa, da América, da Oceania, o L.L.S. usado é a Santa Bíblia, pois ela é o Livro Sagrado da grande maioria.
Vou tecer mais algumas considerações, extraídas de livros neo-zelandeses, devido ligação íntima que eles tem com a Grande Loja Unida da Inglaterra.
A Maçonaria é uma disciplina não um credo.
Ela assume, entretanto a existência de um Criador mas não faz nenhum esforço para explicar essa Divindade e nem enumera, nem define Seus atributos divinos. Ela permite a liberdade a seus obreiros que tenham seus próprios pontos de vista sobre a essa questão.
Similarmente, a Maçonaria aceita a Bíblia, ou outro Livro da Lei Sagrado, como um aceitável guia da Fé. Além do mais, a Maçonaria não faz nenhum esforço para interpretar as escrituras ou questionar ou responder seu conteúdo, suas origens, história e seus textos.
A Maçonaria toma a posição de que a Bíblia, por exemplo, contém, por si só, evidências de crenças para dirigir e guiar todos aqueles que regulam suas vidas pela Luz de seus ensinamentos. Para nós, Maçons, esse propósito e prática de moral, nada mais é necessário.
Se um Irmão quer aconselhamentos mais profundos, tais como as interpretações dos textos e de seus ensinamentos, deverá consultar um padre, ou pastor ou semelhante, da sua própria Igreja ou Culto Religioso.
A Maçonaria não é um substituto da igreja, seja ela qual for.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Trono de Salomão
Denomina-se de Cadeira de Salomão a cadeira onde toma assento o Venerável Mestre da Loja quando a dirige em sessão ritual.
Em si, não tem nada de especial. É uma peça de mobiliário como outra qualquer. É como qualquer outra cadeira. Porventura (mas não necessariamente) um pouco mais elaborada, com apoio de braços, com maior riqueza na decoração, com mais cuidado nos acabamentos. Ou não...
Como quase tudo em maçonaria, a Cadeira de Salomão tem um valor essencialmente simbólico. Integra, conjuntamente, com o malhete de Venerável e a Espada Flamejante (esta apenas nos ritos que a usam), o conjunto de artefatos que simbolizam o Poder numa Loja maçónica. Ninguém, senão o Venerável Mestre, usa o malhete respetivo. Ninguém, senão ele, utiliza a Espada Flamejante. Só ele se senta na Cadeira de Salomão.
A Cadeira de Salomão destina-se, pois, tal como os outros dois artefatos referidos, a ser exclusivamente utilizada pelo detentor do Poder na Loja. Assim sendo, importante e significativo é o nome que lhe é atribuído. Não se lhe chama a Cadeira de César ou o Trono de Alexandre. Sendo um atributo do Poder, não se distingue pelo Poder. Antes se lhe atribui o nome do personagem que personifica a Sabedoria, a Prudência, a Justa Sageza. Ao fazê-lo, está-se a indiciar que, em Maçonaria, o Poder, sempre transitório, afinal ilusório, sobretudo mais responsabilidade que imperiosidade, só faz sentido, só é aceite, e portanto só é efetivo e eficaz se exercido com a Sabedoria e a Prudência que se atribui ao rei bíblico.
Quem se senta naquela cadeira dispõe, no momento, do poder de dirigir, de decidir, de escolher o que e como se fará na Loja. Mas, em maçonaria, se é regra de ouro que não se contraria a decisão do Venerável Mestre, porque tal compromisso se assumiu repetidamente, também é regra de platina que, sendo-se livre, não se é nunca obrigado a fazer aquilo com que se não concorda. O Poder do Venerável Mestre é indisputado. Mas, para ser seguido, tem de merecer a concordância daqueles a quem é dirigido. E esta só se obtém se as decisões tomadas forem justas, forem ponderadas, forem prudentes. O Poder em maçonaria vale o valor intrínseco de cada decisão. Nem mais, nem menos.
A Cadeira de Salomão é pois o lugar destinado ao exercício do Poder em Loja, com Sabedoria e Prudência. Sempre com a noção de que não é dono de qualquer Poder, que só se detém (e transitoriamente) o Poder que os nossos Irmãos em nós delegaram, confiando em que bem o exerceríamos.
Não está escrito em nenhum lado, não há nenhuma razão aparente para que assim tenha de ser. Mas quase todos os que se sentaram na Cadeira de Salomão sentem que esta os transformou. Para melhor. Não porque esta Cadeira tenha algo de especial ou qualquer mágico poder.
Porque a responsabilidade do ofício, o receber-se a confiança dos nossos Irmãos para os dirigirmos, para tomar as decisões que considerarmos melhores, pela melhor forma possível, por vezes após pronúncia dos Mestres da Loja em reunião formal, outras após ter ouvido conselho de uns quantos, outras ainda em solitária assunção do ónus, transforma quem assumiu essa responsabilidade.
A confiança que no Venerável Mestre é depositada pelos demais é por este paga com o máximo de responsabilidade. Muito depressa se aprende que o Poder nada vale comparado com o Dever que o acompanha. Que aquele só tem sentido e só é útil e é meritório se for tributário deste.
A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na Cadeira de Salomão não lhe permite distinguir se é confortável ou não. Não é apta a que sinta que se encontra num plano superior ou central ou especial em relação aos demais. A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na Cadeira de Salomão vê todos os rostos virados para ele. Aguardando a sua palavra. Correspondendo a ela, se ela for adequada. Calmamente aguardando por correção, se e quando a palavra escolhida não for adequada. A primeira vez que um Venerável Mestre se senta na Cadeira de Salomão fá-lo instantaneamente compreender que está ali sentado... sem rede!
E depois faz o seu trabalho. E normalmente faz o seu trabalho como deve ser feito, como viu outros antes dele fazê-lo e como muitos outros depois dele o farão. E então compreende que não precisa de rede para nada. Que o interesse é precisamente não ter rede...
Quem se senta na Cadeira de Salomão aprende a fazer a tarefa mais complicada que existe: dirigir iguais!
Fonte: A Partir Pedra
Terceiro Grau nas Lojas Simbólicas
Depois de alguns anos na Maçonaria, começa a formar no pensamento do Maçom interessado, a dúvida se na época dos Maçons Operativos, existiam, ou não, os três Graus existentes hoje na Especulativa.
Vou tecer alguns comentários sobre esse assunto, fruto de pesquisa realizada em livros editados na Inglaterra e Nova Zelândia.
É aceito, de modo geral, entre todos os historiadores maçônicos, idôneos, que em 1717, na Inglaterra havia somente dois Graus:
- Aprendizes (Entered Apprentice)
- Companheiros (Fellow Craft)
Não havia o Grau de Mestre. O que era assim chamado, na Operativa, era o chefe, o mais experiente, dos demais e que era o responsável pela obra.
Entre 1717 e 1730, na Especulativa, houve uma divisão, um arranjo, entre os dois graus existentes, dando origem a três graus. No livro "Short History of Freemasonry – 1730" de Knoop e Jones, é dito que, de modo muito provável, o conteúdo do Primeiro Grau se dividiu, formando um novo Primeiro Grau e um novo Segundo Grau.
O Segundo Grau antigo se transformou no Terceiro Grau – o Grau de Mestre Maçom, que antes não existia. Esses dois renomados pesquisadores acham que isso deve ter ocorrido após 1723, pois não foi citado nas Constituições de Anderson, e antes de 1730, pois no livro "Masonry Dissected" de Samuel Prichard foi mencionado a existência desses três Graus.
A formação da Grande Loja da Inglaterra em 1717 teve, em seguida, muitas mudanças na ritualística sendo, aparentemente, finalizadas em1813 com a formação da Grande Loja Unida da Inglaterra (ver Pílula nº 56) Pesquisas indicam que no começo somente a Grande Loja formada em 1717 podia conferir esse Terceiro Grau – de Mestre Maçom – para as Lojas. Entretanto, muitas Lojas foram adicionadas às quatro primeiras e isso se tornou impraticável. Depois de alguns anos, todas as Lojas conferiam o Grau de Mestre aos obreiros merecedores.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
sexta-feira, 31 de julho de 2015
Loja “Comércio e Artes”
Esta pílula é uma homenagem aos 190 anos de fundação do GOB.
A ARLS "Comércio e Artes" foi a primeira Loja a constituir o atual Grande Oriente do Brasil. Foi mencionada na palestra proferida aos Aprendizes e Companheiros na ARLS "Jacques de Molay" em 02/06/2012, pelo Sapientíssimo Claudio Roque Buono.
Vamos, portanto, tecer alguns comentários históricos, baseados nos alfarrábios dos historiadores maçônicos do Brasil.
A ARLS "Comércio e Artes"foi fundada em 1815, na casa de João José Vahia, a rua Pedreira da Glória, no Rio de Janeiro no Rito Adonhiramita.
Em 1817, após o fracasso da Revolução Pernambucana foi expedido alvará, em março de 1818, que proibia o funcionamento de sociedades secretas, e a Maçonaria era considerada como tal. As lojas retornaram suas atividades em 1821, e a Loja em questão, retornou com o titulo de "Comercio e Artes na Idade d'Ouro" sob os auspícios do Grande Oriente de Portugal (Lusitano).
Em 1822 essa Loja foi tripartida com a finalidade de fundar o Grande Oriente Brasílico, ou Brasiliano, atual Grande Oriente do Brasil. Desse modo, essa Obediência teve como Lojas fundadoras: a nº1 a "Comercio e Artes", como nº2 a "União e Tranquilidade" e como nº3 a "Esperança de Niteroi". O Sapientíssimo Claudio Roque Buono Ferreira, obreiro da Jacques de Molay 2778 é Membro Honorário dessas três Lojas.
Na verdade, a "Comercio e Artes" foi recriada diversas vezes, porque em razão de dissidências, que faziam que a Loja saísse do Grande Oriente do Brasil, este colocava uma nova "Comercio e Artes", pois a Obediência formada, obviamente, não podia ficar sem a sua Loja nº1 Em 25 de outubro de 1822, o segundo Grão Mestre, D. Pedro (o primeiro foi José Bonifácio) fechou o Grande Oriente, ficando este, de modo obrigatório, adormecido até o ano de 1830.
Nesse ano uma nova Obediência foi formada e o Grande Oriente Brasiliano voltou em 1831 Como foi dito, essa Loja mudou de Obediência com o passar dos anos, sendo sempre criada uma nova "Comércio e Artes" e quando voltava, era feito a fusão das duas em uma só. Inclusive, mudou de Rito Adonhiramita para Rito Moderno, em 1834, e posteriormente para o Rito Escocês Antigo e Aceito, em 1974.
E, obviamente, essas três Lojas existem até hoje, e se reportam diretamente ao Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
Recall afeta 45 mil motos da Honda
Honda CBR 500R também é vendida no Brasil (Foto: Gustavo Epifanio/G1)
Um problema elétrico pode fazer o motor para de funcionar e aumentar a chance de acidente em 13 modelos da fabricante, incluindo CB 500, CBR 500R, CBR 600, CBR 650, CBR 300R, CRF 250L, CTX 700 e NC 700.
O G1 consultou a Honda do Brasil e a marca respondeu com o seguinte comunicado: "A respeito do recall anunciado pela American Honda, a Moto Honda da Amazônia informa que está avaliando a situação das unidades produzidas e comercializadas no Brasil e se pronunciará tão logo os levantamentos sejam finalizados".
VEJA LISTA DE MOTOS ENVOLVIDAS NO RECALL:
HONDA CB300F 2015
HONDA CB500 2014-2015
HONDA CBR500 2014-2015
HONDA CBR600 2015
HONDA CBR650 2014-2015
HONDA CRF250L 2014-2015
HONDA CTX700 2014-2015
HONDA NC700 2014-2016
HONDA NSS300 2014-2015
HONDA ST1300PA 2013-2015
HONDA VT1300 2014-2015
HONDA VT750 2014-2015
Fonte: G1/AutoEsporte
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Clive Sinclair - Aniversário
Lojas Simbólicas e as Lojas do Supremo Conselho do REAA
Esta Pílula é dirigida principalmente aos Aprendizes e Companheiros.
Pelo fato de estarem a pouco tempo na Maçonaria, é possível que este assunto não esteja perfeitamente esclarecido. Vamos começar definindo o que são Lojas Simbólicas e o que são Lojas do Supremo.
A Loja Simbólica é um corpo maçônico subordinado a uma Obediência Simbólica, como por exemplo, um Grande Oriente ou uma Grande Loja. No caso do Grande Oriente de São Paulo (GOSP), ele é jurisdicionado a uma Obediência central, que é o Grande Oriente do Brasil (GOB).
A Loja Simbólica só tem três Graus: Aprendiz, Companheiro e Mestre, todos eles com seus paramentos próprios.
As Lojas Filosóficas ou Lojas dos Altos Graus (não confundir com "filosofismo" que tem outro significado) são corpos Maçônicos da jurisdição de uma Oficina Chefe de um Rito. No caso do Rito Escocês Antigo e Aceito, as Lojas de Perfeição, Capítulos, Conselhos Kadosh e Consistóriossão subordinadas ao "Supremo Conselho do R.E.A.A", que é a Oficina Chefe do desse Rito (Castellani).
São Obediências diferentes, apenas unidas por Tratados de Amizade e mútuo reconhecimento. Dito isso, vamos esclarecer mais alguns pontos:
- não é permitido, em hipótese alguma, colocar, nos Livros de Presença de Lojas Simbólicas, o Grau de Oficinas do Supremo Conselho.
- não é permitido usar paramentos dos Altos Graus nas Oficinas Simbólicas e vice versa.
- Maçons dos Altos Graus, inclusive, Grau 33, não são considerados Autoridades Maçônicas nas Lojas Simbólicas.
- Mestres Instalados nas Lojas Simbólicas, igualmente para ex- Venerável Mestre, Grandes Secretários, Garantes de Amizade, etc, das Lojas Simbólicas, não significam nada nos Altos Graus.
Percebemos, pois, que são coisas distintas, mas que se complementam.
As Lojas Simbólicas necessitam do aperfeiçoamento filosófico dado pelos Altos Graus. Os Altos Graus necessitam das Lojas Simbólicas, pois sem elas, não se tem motivos para se ter um Supremo Conselho.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
terça-feira, 28 de julho de 2015
Quando o maçom é desnecessário
Uma das situações, talvez a mais dolorosa para um homem, é quando ele se conscientiza de que é totalmente desnecessário, seja no ambiente familiar, no trabalho, na comunidade ou, principalmente, para nós Maçons, na nossa Instituição.
Os Maçons tornam-se desnecessários: Quando, decorrido algum tempo de sua Iniciação ao primeiro grau da Ordem, já demonstram desinteresse pelas Sessões, faltando constantemente, demonstrando não estarem comprometidos com a Instituição, apesar de terem aceitado a Iniciação e terem feito um juramento solene.
Quando, durante as Sessões, já "enturmados", ficam impacientes com as instruções, com as palestras ou com as palavras dos Irmãos mais velhos, achando tudo uma chatice, uma bobagem que atrasa o ágape e a esticada.
Quando, ao tempo da apresentação de trabalho para aumento de Salário, não têm a mínima idéia dos assuntos dentre os quais podem escolher os seus temas. Simplesmente "copiam" alguma coisa de um livro e apresentam-no, pensando que ninguém vai notar.
Quando, ainda Companheiros, começam a participar de grupos para ajudar a eleger o novo Venerável e, não raro, já pensando seriamente em, assim que chegarem a Mestres, começarem a trabalhar para obter o " poder" na Loja.
Quando Mestres, não aceitarem que ainda não sabem nada a respeito da Ordem e acharem que estudar e comparecer ao máximo de Sessões do ano é coisa para a administração, para os Companheiros e Aprendizes.
Quando Mestres, ao participarem das eleições como candidatos a algum cargo na Loja, principalmente para o de Venerável, e não forem eleitos, sumirem ou filiarem-se a outra Loja onde poderão ter a "honra" de serem cingidos com o avental de M.'.I.'., que é muito mais vistoso do que o de um "simples" Mestre.
Quando já Mestres e até participando dos graus filosóficos não terem entendido ainda que o essencial para o verdadeiro Maçom é o seu crescimento espiritual, a sua regeneração, a sua vitória sobre a vaidade e os vícios, a aceitação da humildade e o bem que possam fazer aos seus semelhantes, e que, a política interna, a proteção mútua, principalmente na parte material, é importante mas não essencial.
Quando, como Aprendiz, Companheiro ou Mestre, não entenderem que a Loja necessita que suas mensalidades estejam rigorosamente em dia, para que possam fazer frente às despesas que são inevitáveis.
Quando como Venerável-Mestre, age de forma mesquinha, de forma a ocultar de todos os obreiros de sua Loja, fatos e eventos que tenha claramente interesses materiais particulares.
Quando, como Veneráveis Mestres deixa o caos se abater sobre a Loja, não sendo firmes o suficiente para exercer sua autoridade; não tendo um calendário com programação pré-definida para um período; não cobrando de seus auxiliares a consecução das tarefas a eles determinadas, e não se importando com a educação maçônica, que é primordial para o aperfeiçoamento dos obreiros.
Quando, como Vigilantes, não entenderem que, juntamente com o Venerável Mestre, devem constituir uma unidade de pensamento, pois, em todas as Lojas nas quais um, ou os dois Vigilantes não se entendem entre si e, principalmente não se entendem com o Venerável, o resultado da gestão é catastrófico.
Quando, como Guarda da Lei, nada sabem das leis e regulamentos da Potência e de sua própria Loja, e usam o cargo apenas para discursos ocos e intermináveis.
Quando, como Secretários, sonegam à Loja as informações dos boletins quinzenais, as correspondências dos Ministérios e, principalmente, os materiais do departamento de cultura, que visam dotar as Lojas de instruções e conhecimentos que normalmente não constam dos rituais, e são importantes para a formação do Maçom.
Quando, como Tesoureiros, não se mostram diligentes com os metais da Loja, não se esforçam para manter as mensalidades dos Irmãos em dia e não se importam com os relatórios obrigatórios e as prestações de contas.
Quando, como Hospitaleiros, não estão atentos aos problemas de saúde e dificuldades dos Irmãos da Loja. Quando constatamos que em grande número de Lojas, com uma freqüência média de vinte Irmãos, se recolhe um tronco de beneficência de R$ 10,00 (dez reais) em média, todos são desnecessários, pois a benemerência é um dever do Maçom.
Quando, como Chanceleres, não dão importância aos natalícios dos Irmãos, cunhadas, sobrinhos e de outras Lojas. Quando, em desacordo com as leis, adulteram as presenças, beneficiam Irmãos que faltam e não merecem esse obséquio.
Quando a Instituição programa uma Sessão Magna Pública para homenagear alguém ou alguma entidade pública ou privada, constata-se a presença de um número irrisório de Irmãos, dando aos profanos uma visão negativa da Ordem, deixando constrangidos aqueles que se dedicaram e se esforçaram para realizar o evento à altura da Maçonaria. Todos esses Irmãos indiferentes, que não comparecem habitualmente a essas Sessões, são desnecessários à nossa Ordem.
Muito mais haveria para se dizer em relação aos Irmãos desinteressados da nossa Sublime Instituição.
Fiquemos por aqui e imploremos ao Grande Arquiteto do Universo que ilumine cada um de nós, para que possamos agir na Maçonaria com o verdadeiro Espírito Maçônico e não com o espírito profano, e roguemos ainda, que em nenhuma circunstância, seja na família, no trabalho, na sociedade ou na Arte Real, tornemo-nos desnecessários, pois deve ser muito triste e frustrante para qualquer um sentir-se sem importância e sem utilidade no meio em que se vive.
fonte: FILHOS DE HIRAM.'.










