-> Patuscadas, nonsenses, lugares comuns (e incomuns) e outras bazófias... Antes de morrer, lembre-se de levar uma moeda para pagar Caronte e cruzar para o outro lado do Estige...
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
O Supremo Conselho do Grau 33.
A Inglaterra, no fim da Idade Média, se antecipou do restante do
"mundo" ocidental, tanto industrial como socialmente. Assim, enquanto
a França, no século XVII, ainda tinha um regime absolutista de Direito
Divino aos reis, ela já havia feito suas revoluções para liquidar esse
regime.
Durante o período de 1558 a 1603 ocorreu o reinado de Elizabeth I, da
Dinastia Tudor, filha de Henrique VIII e Ana Bolena, e como não teve
descendentes, teve como sucessor Jayme I, da Dinastia Escocesa Stuart.
Este tornou-se rei da Inglaterra Escócia e Irlanda, que havia sido
submetida ao domínio inglês.O novo rei tornou-se impopular, forçando o
exílio voluntário dos Ingleses, que migraram para as Colônias
Americanas. Seu filho Carlos I reinou de 1625 até 1649 e era, também,
absolutista. No fim desse período, começaram as guerras civis, e
Carlos I foi executado. Tivemos um período de Republica, dirigida por
um Conselho de Estado, presidido por Cromwell.
O que é importante saber, é que a esposa de Carlos I, Rainha
Henriette, juntamente com seu filho, Carlos II, refugiaram-se na
França, e com todos os partidários e parasitas da Corte, porque ela
era prima irmã do Rei Luiz XIV, na época Rei da França.
Posteriormente, em 1660, Carlos II e seu filho Jaime II, voltaram a
reinar na Inglaterra, pois os ingleses ficaram descontentes com
Cromwell, até que no reinado de Jaime II, em 1688, houve a famosa
Revolução Gloriosa e, novamente a Corte inglesa se refugiou na França.
E, como nos relata Irmão Joaquim R.P.Cortez: "Entende-se
perfeitamente, a formação de diversos batalhões de tropas fiéis a eles
e a formação de Lojas Maçônicas ligadas aos Regimentos Militares.
Essas Lojas teriam sido o núcleo fundador da Maçonaria Escocesa. É
evidente que essa Maçonaria, de Escoceses e Irlandeses, era totalmente
desvinculada da Maçonaria Inglesas, mesmo porque, segundo consta, em
seus encontros, sob sigilo maçônico, tramava-se a restauração dos
Stuarts no trono inglês. Essa Maçonaria passou por uma série de
transformações posteriores, ganhando um caráter elitista, aderindo a
um grande misticismo e simbolismo, derivados do Hermetismo e
Ocultismo, divulgando-se por toda a França. Com o aparecimento dos
chamados "Altos Graus" e do primeiro Supremo Conselho, nos EUA em
1801, ela tomou um caráter internacional e difundiu-se para todo o
mundo, transformando-se naquilo que conhecemos hoje por Rito Escocês
Antigo e Aceito."
O Maçom André Michel de Ramsay, nascido na Escócia, sonhava alto e
dizia ser aristocrata (apesar de não ser) e foi escorraçado da
Maçonaria da Escócia, porinsistir em criar graus cavalheirescos. Na
França, realizou seu sonho e foi aristocratizado como Cavaleiro da
Ordem de São Lázaro.
Preparou um discurso em 1737, onde pretendia, de acordo com suas
antigas idéias, aristocratizar a Maçonaria, reformulando-a com a
adoção de um sistema de Altos Graus, ligando-a aos Templários e aos
nobres das famosas Cruzadas.
Não se sabe se ele leu ou não esse discurso, mas, aparentemente, a
semente vaidosa dos Altos Graus estava plantada e, em 1754, em Paris,
surgiu o Capítulo de Clermont, de curta duração, que propunha-se a
desenvolver os Altos Graus na Maçonaria
Conforme nos relata Mestre Castellani: "em 1758, a semente germinaria,
e esse sistema "escocês", em Paris, França, fundou o "Conselho dos
Imperadores do Oriente e do Ocidente", ou, conhecido como "Soberana
Loja Escocesa de São João de Jerusalém".
Nesse mesmo ano, o "Conselho" criou um Sistema de Altos Graus, num
total de 25 graus. Em 1762, esse sistema foi oficializado e esses
graus superiores foram chamados de "Graus de Perfeição" e essa escala
de 25 graus foi chamada de "Rito de Perfeição" ou "Rito de Héredom".
Em 1761, o Maçom Etienne Morin, membro do Conselho, conseguiu
autorização para fundar lojas de Altos Graus na América do Norte e
isso foi feito.
Entretanto, a Historia Maçônica nos conta que ele havia sido
precedido, o que não impediu que esses Altos Graus, no Novo Mundo,
progredissem e prosperassem.
Entretanto, sem um poder moderador, para disciplinar e organizar o
sistema, o mesmo se transformou num verdadeiro caos. Diante desse caos
existente, um grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na
cidade de Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o
Paralelo 33 da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o
"Supremo Conselho do Grau 33" que, por ser o primeiro do mundo,
denominou-se "Mother Council of the World". Marcando o inicio de uma
fase de organização e método de concessão dos Altos Graus.
Esse primeiro Conselho adotou a divisa "Ordo ab Chao", o ordem no caos
que se havia transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem
critério lógico, e sem que houvesse um poder organizador e
disciplinador".
Conclusão.
O Rito Escocês Antigo e Aceito é um Rito especial, o primeiro a ter
seus Altos Graus e, principalmente, no que diz respeito às suas
origens, pois é dito "Escocês" e nasceu, como vimos na França. Os seus
Altos Graus teve o motivo de criação, muito provavelmente, devido à
vaidades pessoais dos membros da aristocracia em busca de títulos,
apesar que, outros historiadores achem outros motivos para tal.
O que é importante considerar é que no seu nascimento, esse Rito era
católico e o mesmo foi aristocratizado, motivos pelo qual a cor do
Rito é vermelha (púrpura) que distingue os Cardeais, príncipes da
Igreja, e os nobres e a realeza, com o uso do manto vermelho, que os
dignificam.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Evangelico pode ser Maçom?
Quando eu ainda era jovem, estudei em um colégio religioso; e por
sinal um excelente educandário. Lá, dentre as muitas orientações que
repassavam para os alunos, uma delas era que o evangélico
(protestante) não pertencia a Deus, e sim, ao Diabo.
Passados alguns anos, conhecendo melhor o evangelismo, conclui que o
evangélico fiel e obediente também pertence a Deus tanto quanto
aqueles religiosos. Haja vista, que tive o privilégio de me tornar um
evangélico. Hoje, ouve-se dizer que certas religiões não aprovam os
princípios maçônicos e alegam, inclusive, que a Maçonaria é de origem
satânica, e que os maçons pertencem ao Demônio.
Infelizmente muitos evangélicos fazem coro com aquelas outras
religiões, pregando a mesma coisa, isto é, que a maçonaria é diabólica
e que os maçons são de Satã. Certo escritor protestante até já chegou
a dizer que o evangélico maçom é um falso crente.
Outros evangélicos vão mais longe. Dizem eles que a Maçonaria promove
a idolatria, afirmando que "ela admite um tal de "São João da Escócia"
ou "São João de Jerusalém" como padroeiro, e abre os seus trabalhos em
seu nome."
Realmente a Maçonaria abre seus trabalhos em nome de São João, como
padroeiro. Mas os críticos se esquecem de que padroeiro, segundo
Aurélio, é o mesmo que patrono.
E patrono é aquele que serve de exemplo, que é espelho, modelo ou
paradigma. 0 Exército Brasileiro tem o seu patrono, o Duque de Caxias,
e nunca se viu nenhum evangélico deixar de seguir a carreira militar
por ter o Caxias como patrono. Tem mais, em toda solenidade de
formatura, sobretudo, de curso superior, existe alguém como patrono; e
jamais soube-se que um evangélico se omitisse em participar daquele
ato porque lá estivesse a figura de patrono.
Há evangélico anunciando por aí que a Maçonaria é religiosamente
sincretista. Não é verdade. Para se ingressar na Maçonaria o candidato
necessita, sim, professar uma religião. Com isso o maçom pode e dever
pertencer a um segmento religioso. E isso não demonstra sincretismo
religioso. Pelo contrário, vem provar que a Maçonaria não é religião
mas aceita nos seus quadros a convivência de todos os credos
religiosos.
Porém não é somente na Maçonaria que os integrantes de vários credos
religiosos se inter-relacionam. Não. Nas repartições públicas ou
privadas, nos bancos ou em quaisquer outros órgãos, vamos encontrar
funcionários dessas instituições professando as mais diversas crenças.
E no entanto, ninguém é discriminado ou escandalizado pelo seu
princípio de fé ou crença. Geralmente todos trabalham na mais perfeita
harmonia e ordem, relacionando-se muito bem entre si.
A Maçonaria é também censurada por determinados evangélicos quanto
aos, segredos maçônicos. Esses crentes dizem que na Igreja Evangélica
nada há em oculto, tudo é feito à vista de todos, e as suas reuniões
privativas nada têm de secretismo."
Todavia a Bíblia não diz assim e a prática não confirma tal afirmação.
As Sagradas Escrituras, em Mateus – 8:4, registram: "Disse então Jesus
ao leproso que havia curado: Olha, não digas a ninguém, mas vai e
mostra-te ao sacerdote …". Ainda em Apocalipse -10:4 está escrito..
"Guarda em segredo as cousas que os sete trovões falaram, e não as
escreve". Há também assuntos tratados no seio das igrejas que não são
levados ao conhecimento público da congregação; sobretudo nas chamadas
reuniões privativas, as quais, entende-se, são a mesma coisa que
secretas.
Portanto as referências ora mencionadas são exemplos de segredo ou
sigilo. As primeiras os evangélicos devem conhecer, pois são bíblicas.
E as outras, especialmente os líderes, com certeza as praticam em suas
reuniões administrativas particulares e privativas.
A maçonaria também é criticada por alguns protestantes pela adoção dos símbolos.
Na realidade existem muitos símbolos maçônicos. Todavia, todos eles
têm os seus significados específicos, como a Estrela Radiante, que é o
emblema da Divindade; e tantos outros, os quais vão sendo conhecidos
de acordo com os graus atingidos pelo maçom.
Por outro lado, no mundo profano também encontram-se vários símbolos,
dentre eles, a Bandeira Nacional que é o símbolo da Pátria; a balança
no direito, simbolizando a Justiça; e muitos outros.
A Bíblia, por sua vez, mostra também, muitos e muitos símbolos, tais
como o arco-íris, símbolo que representa uma aliança entre Deus e os
homens, e ainda a beleza, respectivamente (Gênesis – 9:13 e Apocalipse
– 4:3), o cavalo, símbolo da força (Apocalipse – 6); o dragão,
simbolizando Satanás (Apocalipse – 13). Há inúmeros outros símbolos
contidos no Livro Sagrado.
Existem evangélicos afirmando que a Maçonaria é uma Instituição Pagã.
Aí há mais um erro por eles cometido. Pois os trabalhos em uma loja
maçônica são abertos invocando o auxílio do Supremo Arquiteto do
Universo, que é o próprio Deus. E esse Supremo Arquiteto é relatado em
Hebreus – 11:3 e 10, e Jeremias – 10:12. Pois em toda abertura dos
trabalhos lê-se um texto no Livro da Lei (Bíblia), de conformidade com
o grau em que estão sendo realizados os trabalhos.
E tem mais, pode-se afirmar que existe dentro da Maçonaria um respeito
muito grande entre os irmãos quanto aos seus princípios ideológicos,
culturais e acima de tudo religiosos.
Finalizando, quero testemunhar que há mais de quarenta anos sou
evangélico, e tenho plena convicção que, graças a Deus, não sou do
Diabo, como antes ouvia afirmar. Outrossim, há aproximadamente quinze
anos sou maçom, e me sinto também confiante de que não pertenço a
Satanás como muitos afirmam por aí, mas a Deus, o Supremo Arquiteto do
Universo.
Portanto, irmãos, o evangélico pode e deve ser um maçom, acima de tudo
justo, verdadeiro e eficiente.
Nilson Ribeiro Leite • Loja Maçônica Luz no Horizonte
Grande Oriente do Estado de Goiás
Apresentado em Loja no dia 02/12/99
Estágios da Evolução da Maçonaria
Nosso Ir.: Douglas Knoop, famoso historiador Maçônico, num de seus trabalhos para a Loja Quatuor Coronati da Inglaterra, expressa a opinião dele, descrevendo qual parece ter sido a evolução que uma Loja Maçônica sofreu através dos tempos. Ele dividiu essa evolução em três estágios descritos abaixo.
"1) Lojas Operativas: organizações permanentes desempenhando certas funções profissionais. Entre os membros, poderia ter havido alguns "Não-Operativos" mas que não podiam se manifestar e desse modo, os "Não-Operativos" não exerciam nenhuma influência nos trabalhos e na política da Loja.
2) Lojas de Maçons Aceitos: nos séculos XVII e XVIII, em Lojas ocasionais ou semi- permanentes, eles seguiam as práticas em voga principalmente nas Lojas Operativas Escocesas, ou seja, a leitura de uma versão das "Old Charges", junto com as formalidades, associada com a comunicação da "Palavra do Maçom" (Mason Word). Tais Ritos de "Aceitação", juntamente com as devidas Cerimônias, sofreram um gradual processo de modificação, e é impossível dizer exatamente em que estágio eles deixaram de ser "Aceitos" e se tornaram "Especulativos". O principal interesse dos Maçons Aceitos era, provavelmente, a antiqüidade da Loja.
3) Lojas de Maçons Especulativos: nas quais, a leitura dos Antigos Deveres (Old Charges) e a prática de alguns usos incipientes e frases associadas com o fornecimento da Palavra do Maçom (Mason Word) tem sido quase que inteiramente substituídas pelo ensinamento de um peculiar"Sistema de Moralidade, velado em Alegorias e ilustrado por Símbolos". A característica fundamental dessas Lojas é "Moralização" usando a expressão do Bro Rylands."
Como foi dito acima, essa é a opinião desse estudioso maçônico, que após diversas pesquisas, chegou a essa conclusão exposta. Insistimos na palavra "opinião", pois certeza mesmo, ninguém tem sobre este assunto.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Aluno que processou professor por ter tomado celular em sala de aula perde causa na justiça
O juiz Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª Vara Cível e Criminal deTobias Barreto, no interior do Sergipe, julgou improcedente um pedido de indenização que um aluno pleiteava contra o professor que tomou seu celular em sala de aula.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Surpresa - Lady Gaga
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Traduções da Bíblia
A Bíblia teve diversas traduções (versões) ao longo dos tempos. Vamos
comentar, de modo conciso, duas dessas versões:
SEPTUAGINTA: é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego,
traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século antes de
Cristo, na cidade de Alexandria.
A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta, ou Septuaginta,
palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e
dois rabinos trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado
a tradução em setenta e dois dias. A Septuaginta foi usada como base
para diversas outras traduções da Bíblia.
VULGATA: no sentido corrente, é a tradução da Bíblia em hebraico, para
o latim. Foi escrita entre fins do século IV e início do século V, por
São Gerônimo, a pedido do Papa Dámaso I, e que foi usada pela Igreja
Católica e ainda é muito respeitada.
Nos seus primeiros séculos, a Igreja Católica serviu-se sobretudo da
língua grega. Foi nesta língua que foi escrito todo o Novo Testamento,
incluindo a Carta aos Romanos, de São Paulo, bem como muitos escritos
cristãos de séculos seguintes.
No século IV, a situação já havia mudado e é então que o importante
biblista São Jerônimo traduz pelo menos o Antigo Testamento para o
latim.
A Vulgata foi produzida para ser mais exata e mais fácil de
compreender do que suas predecessoras. Foi a primeira, e por séculos a
única versão da Bíblia que verteu o Velho Testamento diretamente do
hebraico e não da tradução grega conhecida como Septuaginta.
por M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Aniversário do Kandinsky - Кандинский
em 16 de dezembro de 1866, foi professor da famosa escola alemã
Bauhaus e introduziu a abstração nas suas pinturas. Nasceu russo, mas
adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939.
Formas biomórficas com flexibilidade e contornos não geométricos
apareceram nas suas pinturas; formas que sugerem organismos
externamente microscópicos mas que expressam sempre a vida interior do
artista. Ele usou a cor puras nas suas composições que evocavam a arte
popular de Slavonic e que era similar a preciosos trabalhos de
marca-de-água. Nas suas obras, ocasionalmente misturava também areia
para dar a textura de granulado aos quadros.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Caso William Morgan e Antimaçonaria
Maçonaria, mesmo durante o período da Maçonaria Operativa.
Um dos maiores, ocorreu nos Estados Unidos, entre os anos de 1826 e
1840. O "Caso Morgan", a ser descrito ao longo deste trabalho, foi o
estopim de um sentimento anti maçônico, muito amplo e que estava em
estado latente por muitos anos, provocado em parte por livros anti
maçônicos vindos da Europa, (ver Pílula Maçônica nº99 sobre Leo Taxil)
denunciando a Sociedade Maçônica, e em grande parte pelos "dogmas"
praticados por certas Seitas Protestantes.
Em 1820, nos Estados Unidos, havia aproximadamente 400 Oficinas e em
torno de 12.000 membros e estava crescendo. Como resultado desse
movimento, iniciado pelo "Caso Morgan", a questão sacode a opinião
pública e quase destruiu a Instituição. Em 1830 o número de membros
caiu para aproximadamente 2.000.
William Morgan, indivíduo de mau caráter, aventureiro, endividado,
jornalista de Batávia, New York, decidiu refazer-se economicamente
lançando um pequeno livro anti maçônico, publicado em 1826 com o
título "A Maçonaria Apresentada e Explicada" com a intenção de
desmascarar a Instituição e ganhar muito dinheiro com a venda do
livro.
Torna-se logo um best-seller.
Aparentemente, William Morgan deve ter frequentado Lojas maçônicas,
onde adquiriu conhecimento para a redação de seu livro. Entretanto,
não foi encontrado seu nome em nenhum registro de Loja. É possível que
tenha sido auxiliado por outra pessoa.
O movimento anti maçônico cresceu exponencialmente quando Willian
Morgan desapareceu da cidade. Inquéritos foram realizados sem sucesso.
Jamais se soube o que aconteceu. Porém, começou a correr a notícia que
William Morgan havia sido sequestrado pelos Maçons, levado até as
Cataratas do Niágara e depois de ter sido assassinado na fronteira
canadense, seu corpo teria sido jogado nelas.
Morgan desapareceu em setembro de 1826 e no mês seguinte, o Reverendo
David C. Bernard, pastor da Igreja Batista em N.Y., acompanhado de um
membro que havia renunciado da Loja Maçônica, começou uma carreira de
40 anos devotada largamente para a desmoralização da Ordem.
Diversos encontros e convenções foram liderados por ele e, ao mesmo
tempo, publicou um livro chamado "Luz na Maçonaria" totalmente anti
maçonaria. Todos os maçons foram excomungados e não podiam ser
candidatos em cargos públicos.
Obviamente, assunto naturalmente atrativo para leitores e escritores
românticos e sensacionalistas, produziu uma circulação avantajada de
livros anti maçônicos.
Até um Partido Político anti maçônico foi fundado em New York e a
excitação invadiu, gradualmente, os outros estados. A maçonaria é
condenada pela Igreja Batista.
Os Maçons são, sistematicamente, recusados quando da formação de Juri
Criminal e os pastores lhes negam a comunhão. A dissidência na
Maçonaria foi enorme. Intrometendo-se a inevitável política, viram-se
candidatos se apresentarem às eleições alegando seu anti maçonismo.
A Maçonaria levou anos para se reerguer. Quando da Guerra da Secessão,
a Ordem se manteve, numa certa medida, fora do conflito, e exemplos
não faltaram de atos de generosidade para com os feridos e os
prisioneiros, entre Maçons. Estabelecida a paz, para muitos a
reconciliação foi definitiva.
Em 1838, o Partido Anti maçom apresenta um candidato à presidência dos
Estados Unidos. Os dois outros candidatos, pelos dois grandes partidos
e antigos Grão Mestres, Andrew Jackson e Henry Clay.
Jackson foi eleito pela maioria esmagadora: era a Ordem que se
reerguia, depois da debandada quase geral provocada pelo "escândalo
Morgan". Retoma, então, enfim, sua caminhada progressiva.
Existem hoje, Potências Maçônicas nos EUA, em todos os Estados,
Territórios e Distrito Federal com aproximadamente 1.500.000 membros.
M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Da Maçonaria Operativa para a Maçonaria Especulativa
comportamento. Deixaram de ser uma associação (Guilda) de pedreiros
trabalhadores, com algumas ilegalidades, que aceitavam todas as
doutrinas da Igreja Católica, e se transformaram em uma organização de
Cavaleiros intelectuais, partidários de tolerância religiosa, entre
homens de religiões diferentes, e convencidos de que as polêmicas
doutrinas teológicas deveriam ser substituídas por uma simples crença
em Deus.
Na época, eram chamados de "Maçons Operativos" e, com essa mudança,
começaram a ser chamados de "Maçons Aceitos" ou "Cavaleiros Maçons",
principalmente na Escócia.
Esses novos membros patrocinavam a Ordem, principalmente na Inglaterra
onde a nobreza e a emergente classe mercantil, achavam isso como
complemento ao sucesso pessoal. Na França foi mais ou menos
semelhante, além do que, as Lojas serviam, aos livres pensadores, como
local ideal para o crescente espírito de liberalismo.
Posteriormente, esses Maçons Aceitos começaram a ser chamados de
"Maçons Especulativos", (ver Pílula Maçônica nº6 – Maçonaria
Especulativa), porém, esse termo não foi utilizado antes de 1757.
O motivo da mudança parece estar bem claro: o enfraquecimento da
Igreja Católica, devido a Reforma Religiosa, em torno de 1500 d.C. fez
com que as grandes construções (catedrais) diminuíssem de ritmo, de
modo acentuado. A Arquitetura Religiosa diminuiu acentuadamente,
juntamente com o dinheiro destinado para isso. E na Inglaterra, tudo
isso, atrelado as trocas de Reis e Rainhas, alguns tendendo para o
Anglicalismo outros para o Catolicismo.
Ou muda, ou fecha! Foi o que aconteceu com outras Associações
(Guildas), como os Chapeleiros, Seleiros, etc. Não mudaram o
comportamento e a finalidade das mesmas, e acabaram fechando.
Na verdade não se sabe como se produziu essa mudança. Os grandes
historiadores maçônicos se dividem, neste ponto.
A semente, provavelmente, deve ter sido o fato de que, de longa data,
essas Associações aceitavam os filhos de membros que nem sempre
continuavam na profissão do pai.
Esclarecendo: na idade média era comum uma pessoa seguir a profissão
de seu pai, apesar de que nem sempre isso ocorria. Entretanto, isso
não impedia que fosse membro da Associação.
Na Escócia, por exemplo, era habitual as Associações ligadas ao
comercio, e mesmo na Maçonaria Operativa, convidarem Cavaleiros
influentes a pertencerem a elas. Foi o caso do convite feito, por essa
última, aos Cavaleiros da família St Clair de Rosslyn.
Que aceitaram tal convite e, posteriormente, praticamente ficaram
"donos" da Maçonaria.
por M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto









