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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Meu nome é Maçonaria

Nasci não sei quando…

Em meu nome, ergueram templos de pedra e os encheram com os quenão me compreendiam.

Em meu nome, se fantasiaram e se engalanaram.

Em meu nome, fizeram-se falsos homens de bem.

Em meu nome, buscaram o poder pelo poder.

Em meu nome, delegaram-se sapientes e iniciados.

Em meu nome, fizeram-se donos da verdade.

Em meu nome, perseguiram mais do que ajudaram.

Em meu nome, ludibriaram e enganaram.

Em meu nome, me dividiram, como se eu não fosse uma só.

Em meu nome, retirou dos meus rituais a essência dos ensinamentosdo meu criador.

Em meu nome, criou graus e degraus, como forma de serem importantes por estas conquistas e não pelo trabalho interior e exterior de cada um.

Em meu nome, criaram e criam vários ritos, tudo no grito.

Em meu nome, fazem leis e normas para favorecê-los, ou para tentar calar o meu grito através dos que tentam me defender.

Em meu nome, ganham a vida criando histórias e arregimentando seguidores para estas, para mais tarde se desmentirem.

Em meu nome, usam a sociedade para benefício próprio e de seus apadrinhados ou cúmplices.

Em meu nome, criam até rituais onde o iniciado não necessita crer em DEUS, coitados, não sabem nem ao menos o que é uma iniciação.
Em meu nome, iniciam sem jamais iniciar.

Em meu nome, se coloca como maçom sem jamais se preocuparem em um deles verdadeiramente um dia se tornar.

Em meu nome, relegam a um segundo plano o verdadeiro sentido da iniciação.

Em meu nome, fazem sessões rápidas, maquinalmente, sem propósito algum, para sobrar mais tempo para a sessão gastronômica.

Em meu nome, sim, em meu nome, fazem tanta coisa errada que até fico constrangida em aqui apresentar.

Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar o homem a se aproximar do G.A.D.U.

Eu sou justa, sou perfeita, dei os símbolos como meio didático para o homem melhor me compreender e praticar.

Eu sou justa, sou perfeita, criei o ritual para poderem melhor os símbolos compreender.

Eu sou justa, sou perfeita, pensei que o homem poderia através dos símbolos e dos rituais interagir melhor com as forças energéticas positivas do universo.

Eu sou justa, sou perfeita, chamei o homem de pedra bruta para que ele sentisse e compreendesse a necessidade de se lapidar.

Eu sou justa, sou perfeita, mostrei ao homem que o templo físico deveria ser uma representação do universo, só que alguns não entenderam que tudo ali é sagrado, é uma das muitas moradas do meu Pai. Ali não há lugar para a inveja, o ciúme, o ego, a disputa, a vaidade, a intemperança, a raiva, a injúria e o juízo de valor.

Eu sou justa, sou perfeita, até deixo o homem dizer que eu tenho segredo, estes, se existem, são administrativos, como qualquer sociedade que um dia foi ou é perseguida tem, como forma de proteger os seus membros.

Eu sou justa, sou perfeita, nasci para ajudar todos os homens, independentemente do sexo, raça, cor, religiosidade ou posição social a se transformar em um iniciado, ou seja, num homem e conseqüentemente um espírito de LUZ. Que será aonde toda a humanidade terá forçosamente que chegar. Assim está escrito e assim se cumprirá.

Eu sou justa, sou perfeita, a todos e a tudo levo o meu perdão, mas, por favor, Não me maltratem e Me Socorram.

Meu nome, sim, meu nome é MAÇONARIA.'.


Fonte: Pelotas Occulta

Os 33 mandamentos da Maçonaria

1º - Adora o Grande Arquiteto Do Universo;
2º - O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto consiste nas boas obras;
3º - Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro perante o Grande Arquiteto;
4º - Não sejas fácil em te encolerizar; a ira é sinal de fraqueza;
5º - Escuta sempre a voz de tua consciência;
6º - Detesta a avareza, porque, quem ama demasiado as riquezas, nenhum fruto tirará delas, consistindo isso egoísmo;
7º - Na senda da honra e da justiça está a vida; o caminho extraviado conduz à morte espiritual;
8º - Faz o bem pelo próprio bem;
9º - Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado;
10º - Não te envergonhes do teu Destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que enaltece ou amesquinha perante os homens;
11º - Lê e medita, observa e emita o que for bom; reflexiona e trabalha; ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti;
12º - Contenta-se com tudo e com todos;
13º - Não julgues superficialmente as ações de teus Irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas;
14º - Sê, entre os profanos fracos, sem rudeza, superior sem orgulho; humilde sem baixeza; e, entre Irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo;
15º - Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados;
16º - Exato observador dos homens e das cousas, atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertence;
17º - Se o Grande Arquiteto te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da Providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor a ti; até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre; até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras; que te deve retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia;
18º - Ama o teu próximo como a ti mesmo;
19º - Não faça o mal, embora não espere o bem;
20º - Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém;
21º - Sê o amparo dos aflitos; cada lamento que tua dureza provocar, são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça;
22º - Com o faminto, reparte o teu pão; aos pobre e forasteiros dá hospitalidade;
23º - Dá de vestir aos nus, mesmo com prejuízo do teu conforto;
24º - Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilie sempre;
25º - Não lisonjeies nunca teu Irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem receia que te corrompam;
26º - Respeita a mulher, não abuse jamais de sua debilidade; defende-lhe a inocência e a honra;
27º - Fala modernamente com os pequenos, prudentemente com os grandes; sinceramente com os teus iguais e teus amigos; docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral;
28º - O coração dos justos está onde se pratique a virtude, e o dos tolos, onde festeja a vaidade;
29º - Não prometas nunca sem a intenção de cumprir; ninguém é obrigado a prometer, mas prometendo é responsável;
30º - Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe;
31º - Suporte tudo com a resignação e tem sempre confiança no futuro;
32º - Faz do teu corpo um Templo, do teu coração um Altar e do teu espírito um apóstolo do Amor, da Verdade e da Justiça;
33º - Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma, no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

História da Maçonaria


História da Maçonaria

 

Esta Pílula é dedicada aos Aprendizes, para que saibam a verdadeira história de nossa ordem, retirada de livros idôneos.

A Maçonaria como toda Instituição de grande envergadura, passou por diversas fases em sua evolução histórica. A princípio constituiu-se em Corporação Profissionaldurante a Idade Média Alta Renascença. Posteriormente, agregou-se a ela uma Associação de Mútuos Socorros, até princípios do século XVIII e Sistema de Moralidade, conservando as características da associação de mútuos socorros.

 

Corporação Profissional ou Fase Operativa.

Durante sua fase de Corporação Profissional, por ser a arte de construir tão antiga como o mundo, inventaram-se várias lendas, para incrementar sua própria história.

Muitos escritores, em época de menor cultura, por não saberem distinguir entre o lendário e o histórico, consideraram a Instituição Maçônica muito antiga, perdendo-se na noite dos tempos ou nas narrativas bíblicas. Inclusive, imaginando-a uma continuidade, em linha reta, das sociedades iniciáticas da antiguidade, em vista  de seu aspecto iniciático. Entretanto, parecem esquecer, ou não querem se aperceber, que a Instituição Maçônica assumiu esse aspecto iniciático somente a partir do Século XVIII.

Assim, sendo a Idade Média a idade da fé, os primeiros edifícios a serem  construidos foram as igrejas, catedrais e abadias. Os primeiros operários da construção formaram-se, por isso, sob a direção do clero, único a possuir cultura da referida arte, naquela época.

Os eclesiásticos foram lentamente adquirindo conhecimentos sobre o arco, abóbada e, em princípios do Século XII, sobre a arte gótica (trazida talvez dos Árabes, pelos Templários), cujas principais características foram a preponderância dos vazios sobre os cheios, e as abóbadas em ogivas.

 

Confraria ou Associação de Mútuos Socorros.

Ao lado da Corporação Profissional, existia a Confraria, colocada sob a invocação de um Santo. Como a religião dominava por inteiro a vida social da Idade Média, essa vida social consistia, geralmente, de procissões solenes, missas, preces, banquetes e beneficências.

Com a Reforma Religiosa pressionando por um lado, e a Renascença por outro, houve um ponto final na construção das majestosas Catedrais Góticas, das monumentais Abadias e dos imponentes Palácios. O estilo simples e menos dispendioso da Renascença substituiu o difícil e complexo gótico. Dessa forma, a partir de aproximadamente 1550, a Corporação de Talhadores de Pedras foi declinando aos poucos e entrou, em 1670, em franca decadência.

Assim, num esforço para resistir a inevitável ruína que consumia as Corporações Construtivas, o lado social destas, ou seja, as Confrarias, começaram a partir  do Século XVI abrir suas portas aos Maçons Aceitos, que ingressaram na Fraternidade como protetores, honorários ou especulativos. Esses novos membros fortaleciam os quadros e ao mesmo tempo sustentavam a caixa de socorros da Confraria (Castellani).

 

 

Sociedade Iniciática.

Finalmente em 1717, quatro Lojas compostas, em sua maioria, por Maçons Aceitos, realizaram uma reunião preparatória na "Taverna da Macieira" e resolveram criar aGrande Loja de Londres e Westminster. Em 24 de junho de 1717, em reunião na "Cervejaria o Ganso e a Grelha" é fundada então, a Grande Loja de Londres e Westminster. Posteriormente, com adesão de novas Lojas, muda o nome para Grande Loja da Inglaterra.

 

Maçonaria Especulativa

Até 1717 d.C., quando houve a fusão de quatro Lojas inglesas, semente da Grande Loja Unida Inglaterra (vide Pílula nº56), a Maçonaria é chamada de "Maçonaria Operativa", pois o "saber" era empírico, adquirido de maneira prática. As ferramentas e o manuseio estavam sempre presentes. O Maçom Operativo era um profissional da arte de construir.

A partir dessa data, a Maçonaria começou a ser denominada de "Maçonaria Especulativa". Anderson celebrizou-se na Maçonaria por ter copilado as duas primeiras publicações oficiais da Grande Loja de Londres: as Constituições de 1723 e 1738, básicas, ainda hoje, na formulação das Constituições de todas as potências Maçônicas..

Desmembramento Universal da Maçonaria

Alguns escritores maçônicos afirmam, e eu sou partidário dessa idéia, que a Maçonaria, sem dúvida alguma, começou na Idade Média e no continente (Europa). Posteriormente deslocou-se para a ilha (Inglaterra) e voltando, após mudanças radicais, para o continente. Nessas idas e vindas, obviamente, dependendo dos costumes dos povos, a Maçonaria tomou tendências diferentes, resultando em comportamentos diferentes, apesar de que a essência da Sublime Ordem é sempre a mesma. Podemos, de modo macro, separá-la e três ramos principais.

Após 1690, a Inglaterra já havia suplantado todas as agitações políticas e religiosas, depois de 200 anos de guerrilhas e batalhas. O povo e os dirigentes estavam esgotados, cansados de brigas políticas e religiosas que não levavam a nada. Nesse ambiente, propício para o desenvolvimento de uma Maçonaria onde as reconciliações religiosas e políticas era uma meta, apareceu o primeiro ramo, chamado de Histórico ou Tradicional.

Na França, nessa mesma época, a Maçonaria possuía um desenvolvimento semelhante à inglesa, porém, o ambiente era extremamente agitado. Problemas de exploração do povo pela nobreza, abuso da boa fé pelo alto clero, a miséria, etc, formatou um segundo ramo na Maçonaria Universal, que poderemos chamar de Agnóstica.

Como na Europa, o número de pensadores liberais era maior do que na Inglaterra, devido a forte influencia do Renascimento, Iluminismo, etc, chegou ao extremo de não mais ser obrigado à crença em Deus, eliminando a invocação "À Glória do Grande Arquiteto do Universo" de seus Rituais. Teve manifestações políticas e espírito fortemente anticlerical, tendo como seu representante o Grande Oriente da França, existindo também na Itália e noutros países.

Dos dois ramos acima expostos, saiu o terceiro ramo, chamado de Místico, no qual a influencia dos "aceitos" (rosacruzes, judeus, alquimistas, filósofos, etc) aplicou, com toda a intensidade, a interpretação mística aos símbolos, história e filosofia da Nobre Instituição. O esoterismo e o misticismo são largamente praticados. Encontra-se principalmente entre os povos latinos da Europa e Américas, além de outras regiões.

Como nos diz, ainda, Ir\Eleutério: a partir da nova versão da Maçonaria, em 1717, que foi chamada de Especulativa, atraiu também atenções diversas. Houve a desconfiança dos governos e principalmente das igrejas, principalmente a Católica Romana. Pelas suas características, atraiu também intelectuais de diferentes tendências, e escolas, trazendo consigo idéias filosóficas e práticas ritualísticas, dando aos símbolos antigos e novos, novas interpretações com as quais os Maçons Operativos jamais tinham praticado, ou sonhado. Da mesma forma como os antigos construtores procuravam enobrecer suas origens fazendo-as remontar à construção do Templo de Salomão, por exemplo, esses novos Maçons queriam, e tiveram relativo êxito, vincular a instituição às antigas filosofias religiosas e mistérios do Egito, Grécia, Índia e Oriente em geral. Assim, encontramos em nossos símbolos referências herméticas, cabalísticas, rosa-cruzes, templárias, etc. Essas interpretações de origem mística, foram penetrando, sendo aceitas e incorporadas em diferentes graus nos países para onde a Maçonaria se expandiu.

O que deve ficar claro é que existe de comum entre a Ordem Maçônica e aquelas antigas manifestações religiosas é, em certa proporção, o método iniciático e alguns elementos simbólicos, mas a Maçonaria não constitui, de maneira alguma, uma versão atualizada daquelas organizações. Em muitos pontos da Europa Oriental, existem cultos que preservam muito do pensamento e da prática daquelas antigas religiões, e que são hoje suas verdadeiras herdeiras. São cultos ou seitas religiosas, nada tendo em comum com a Maçonaria, além de um ou outro elemento simbólico. A Maçonaria tem realmente, em seus símbolos e rituais muitos elementos hebraicos, como mostram as referências ao Templo de Salomão, à lenda de Hiram, às palavras de passe, etc. Contudo, na certeza, a Maçonaria não constitui por isso uma versão ocidentalizada do judaísmo. Do mesmo modo, foram incorporados elementos do pitagorismo, da cabalá, etc, e nem por isso a Maçonaria se torna um culto pitagórico ou uma escola da cabalá.

A Maçonaria não detém nenhuma verdade mística transcendental a ser comunicada a seus adeptos, nem se propõe servir de ponte entre o neófito e qualquer suposta consciência superior. A Instituição Maçônica enfatiza a necessidade do uso da decisão racional e do empenho da vontade para eliminação dos defeitos de personalidade para que o homem se torne melhor, mas ajustado e capaz de auxiliar seus irmãos humanos.

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Barragem rompe em Mariana / Bento Rodrigues

Dizem que foi um acidente sem precedentes...

E o rompimento da barragem na Zona da Mata em 2007?

E o rompimento da barragem em Macacos, em 2001?

Essas barragens rompem por baixo, porque a pressão da água e o peso da lama vai empurrando o sopé da barragem e ela acaba por abrir, por baixo...

Aí a água faz seu papel e leva tudo...

Nosso povo tem memória curta mesmo...

Os acidentes se repetem, pelas mesmas causas, pelos mesmos motivos...

É como morar hoje perto do Vesúvio - um dia, muito tempo atrás, Pompéia foi engolida...

Mas muitos moradores de lá nem sabem onde fica Pompéia...

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Passaporte Croata - Putovnica



Até que enfim chegou!
Agora livre trânsito na Europa!

Napokon je stigao! 
Sada slobodnom prometu u Europi!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sob Malhete

 

No R.E.A.A , quando o Saco de Propostas e Informações faz o seu giro, compete ao Venerável Mestre ler todas as peças recolhidas pelo mesmo, dando-lhes o destino devido. Entretanto, ler, não significa que, naquele momento, passe todas as informações para a Loja. Não há a necessidade de dar a devida publicidade de todo o conteúdo recolhido do Saco de Propostas.


O Venerável Mestre, obedecendo ao seu exclusivo critério pessoal, poderá deixar ler aos demais Obreiros, apesar de tê-lo feito para si, alguma Prancha, ou Proposta, caso ela exija um exame mais demorado, para depois ser apresentada à Loja.


Neste caso, a proposta, ou Prancha, é deixada SOB MALHETE.


Há, todavia, um prazo regulamentar, para que o Venerável Mestre dê conhecimento da Prancha que não foi lida - geralmente, DUAS SESSÕES. (Castellani). 


[Nota do Blog: E alguns veneráveis acabam por resolver o problema às escuras, como se "sob malhete" fosse um recurso para ocultar algo que não deveria vir à tona.]


Sob Malhete – e não "sobre" Malhete – é exatamente isso: adiar a leitura de uma Proposta, ou Prancha.


É dito que ela ficou "sob Malhete", porque é como se ficasse presa, provisoriamente, sob o Malhete do Venerável Mestre.

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Agnosticismo

 

Segundo dicionário "Aurélio" o agnosticismo é a "posição metodológica pela qual só se aceita como objetivamente verdadeira uma proposição que tenha evidência lógica satisfatória".


O "agnóstico" é, portanto, a pessoa que aceita ou representa qualquer forma de Agnosticismo, descrito acima.


Especificando, na Teologia, o agnosticismo designa a dúvida sobre a possibilidade de obter conhecimento, através de dogmas, a respeito de Deus. Não contesta a Sua existência, pois a evidência é lógica, mas não considera, principalmente, as Revelações, Dogmas, etc.


E de onde surgiu esse nome "agnóstico"?


Vamos citar um trecho do Trabalho do Mestre Frederico Guilherme Costa – do livro Questões Controvertidas da Arte Real" – Trolha.


Em uma das reuniões da Sociedade da Metafísica, em 1869, Thomas Henry Huxley, jovem biólogo e grande defensor da teoria da evolução das espécies de Darwin, instado a esclarecer sua sede filosófica, declarou:


"quando cheguei à maturidade intelectual, e comecei a perguntar-me se era ateu, teísta ou panteísta, materialista ou idealista, cristão ou livre-pensador, percebi que quanto mais aprendia e refletia menos fácil era a resposta, até que por fim cheguei à conclusão de que nada tinha a ver com nenhuma dessas definições, com exceção da última. A única coisa em que todas essas excelentes pessoas estavam de acordo era a única coisa em que eu discordava delas. Estavam bastante seguras de que tinham atingido uma certa"gnose" – haviam, com maior ou menor sucesso, resolvido o problema da existência, enquanto eu estava bastante seguro do contrário, e possuía uma convicção razoavelmente forte de que o problema era insolúvel. E, com Hume e Kant ao meu lado, não podia considerar-me presunçoso por aferrar-me a essa opinião.


Portanto, meditei e inventei o que parece ser um rótulo adequado: "AGNÓSTICO". Pensei nele como uma antítese sugestiva dos "GNÓSTICOS" da história da Igreja, que professavam conhecer coisas em que eu era ignorante, e utilizei a primeira oportunidade de apresentá-la à nossa sociedade (...). para minha grande satisfação, o termo pegou".


Seis anos mais tarde será a vez de Darwin, em sua Biografia, declarar-se agnóstico. "O mistério de todas as coisas é insolúvel para mim, contento-me em permanecer agnóstico". (F.G.Costa)


Essa expressão é contemporânea da reforma de 1877, promovida pelo Grande Oriente da França, onde não pretendeu afirmar de que não há um Deus, mas que não sabe se Ele existe ou não. (F.G.Costa)

 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Gnosticismo

 

Segundo dicionário "Aurélio" a palavra "gnose" vem do grego "gnosis" e é traduzida como "conhecimentosabedoria".


Em tradução livre do "Dicionário da Francomaçonaria" de Robert Macoy, temos: O nome "Gnosticismo", derivada dessa palavra acima, foi assumido por uma seita filosófica a qual procurou unir as noções místicas do Leste europeu com as idéias dos filósofos gregos, juntamente com ensinamentos do Cristianismo. O sistema tem características que mostram conclusivamente que era um desenvolvimento da antiga doutrina dos Persas e dos Caldeus.


De acordo com os gnósticos, Deus, a mais alta inteligência, habita a plenitude da Luz, e é a fonte de todo o bem. A matéria crua, massa caótica da qual todas as coisas foram feitas, é igual a Deus, eterna, e é a fonte de todo o mal. Percebe-se, nessa definição um "Dualismo", declarado.


Nicola Aslan, no seu "Grande Dicionário Enciclopédico" nos relata:


É um sistema de filosofia, cujos partidários pretendiam ter um conhecimento sublime da natureza e atributos de Deus. Os "gnósticos" eram platônicos degenerados, mas eruditos, que a Igreja combateu tenazmente, o que contribuiu para torná-los conhecidos, e de certa maneira, pára incentivá-los.


Os "gnósticos" fizeram sua aparição desde o século II d.C. A "Gnose" ou "Gnosticismo" era o conjunto de conhecimentos por tradição, e que escapa aos processos ordinários de instrução, por isso os "gnósticos" formavam uma sociedade secreta e não ensinavam senão aos seus membros o esoterismo, inteiramente desconhecido dos profanos (N. Aslan).  Desse modo, os gnósticos, segundo eles, detinham uma "ciência" secreta. O clero da Igreja Católica, devido o charlatanismo da maioria de seus membros, esclarecia seus fiéis e destruía, sempre que possível, suas obras.


Como muitos dos Símbolos, muito antigos, usados pela Maçonaria, eram os mesmos usados na simbologia gnóstica, tais como o triangulo, o triangulo com um círculo, o Selo de Salomão, etc, a antimaçonaria, sempre presente, acusava ser a Maçonaria um prolongamento do Gnosticismo, o que não é verdade. Não há nenhuma ligação entre o Gnosticismo e a Maçonaria.


Pesquisando ainda Mestre Aslan, podemos dizer que, na Maçonaria, sempre existiu maçons sonhadores e inovadores, principalmente os franceses, que estudaram o gnosticismo, formando Lojas espúrias, que nada tem a ver com a verdadeira Maçonaria.

 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

O Dossel

 

A pesquisa sobre o "Dossel" é um assunto difícil de encontrar nos livros nacionais e, também, nos livros importados. Esta pesquisa feita por mim é um presente ao meu grande amigo e Irmão Finardi, da ARLS L'Áquila Romana nº 3365.


No Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, do Mestre Nicola Aslan, a gente encontra a seguinte definição: "armação saliente, forrada de seda e franjada, que se coloca, como ornamento, sobre os tronos presidenciais das oficinas e que, conforme a cor simboliza o caráter do sentimento que determina o Rito, cobrindo o representante máximo da Oficina, e fazendo pairar no ambiente a unidade de intenções."


Quero ressaltar aqui que nem todos os Templos preparados para determinados Ritos possuem o "Dossel". No caso do REAA que é o mais praticado no Brasil, seus Templos possuem o referido, na cor vermelha.


Nota-se, também, que Mestre Aslan definiu o "Dossel" de modo geométrico, sem definir a origem e significado maçônico.


Mais uma vez, vamos recorrer ao Mestre Castellani, cujas obras, pouco a pouco, vão demonstrando ter sido ele um dos maiores escritores brasileiros.

O resumo, abaixo, é fruto de pesquisas de diversas obras do referido autor:


"O Tabernáculo, ou Tenda (em hebraico; Suda) era o santuário portátil armado pelos hebreus, para o serviço religioso, durante o Êxodo, que os levou do Egito à Palestina. Era uma área delimitada e cercada por cortina sustentada por 60 postes e só interrompida no lado oriental, por onde se entrava. 


A Tenda estava no lado oposto ao da entrada, armada sobre um estrado de madeira e formada por duas partes: a maior era o SANTO (em hebraico: Kodesh) e continha, entre outras coisas, uma mesa para queima de resinas aromáticas e o candelabro de sete braços (Menorá). A tenda menor era o SANTO DOS SANTOS (em hebraico: Kodesh ha Kodashim) e era considerado o lugar mais sagrado, pois representava a habitação terrena de Deus. 


Nele se encontrava, entre outras coisas, a Arca da Aliança, o Decálogo e a Vara de Aarão, e a esse lugar só tinha acesso o Sumo Sacerdote."


O Templo de Jerusalém seguia a mesma disposição do Tabernáculo.


Como as Igrejas seguiam orientações baseadas no Templo de Jerusalém, e os Templos Maçônicos são baseados nos dois anteriores, juntamente com o parlamento inglês (o primeiro templo maçônico construído: 1776 na Inglaterra), temos que: o espaço sob o "Dossel" corresponde ao SANTO DOS SANTOS, e é onde fica o Trono do Venerável Mestre e o Altar. Na parte descoberta, corresponde ao SANTO.


Continuando: "sob o Dossel de um Templo Maçônico, que corresponde ao SANTO DOS SANTOS do Templo de Jerusalém (o local mais íntimo e transcendental, portanto) está o Trono e o Altar, e é onde devem ser tomados os compromissos." 

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Entrar com o pé direito ou esquerdo?

 

No "cortejo de entrada" ao iniciar a entrada dos Obreiros no Templo, não há nenhuma obrigatoriedade de penetrar no Templo com o pé esquerdo ou com o direito.


Isso, porque a Sessão nem foi aberta, ainda.


A obrigatoriedade de iniciar a caminhada com um determinado pé existe, e é diferente de acordo com o Rito, apenas para a "marcha do Grau", para entrada no Templo, após o início dos trabalhos.


Lembro também que o Rito Escocês Antigo e Aceito (R.:E.:A.:A.:) , apesar do nome, não tem a origem na Escócia, e sim, na França. O que ocorreu foi o seguinte:


No início do século XVIII, a Dinastia dos 'Stuarts", que reinava na Inglaterra até essa época, estava refugiada em Paris, França. Os adeptos dessa Dinastia também lá estavam, pois foram juntos. Eram alcunhados de "escoceses" devido sua origem escocesa.


Nesse período de refugio na França, esses adeptos, aproveitando os 25 Graus do Rito de Héredom, instalado em Paris, a partir de 1738, pelo Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente, no Colégio de Clermon, sob orientação da Ordem dos Jesuítas desenvolveram o R.:E.:A.:A.:.


Esse Rito (R.:E.:A.:A.:) ficou completamente estabelecido, com a criação do primeiro Supremo Conselho do mundo, a 31 de maio de 1801, em Charleston, na Carolina do Sul (EUA), por onde passa o Paralelo 33 da Terra (ver Pílula Maçônica nº 115 – Águia Bicéfala).

 

M.'.I.'. Alfério Di Giaimo Neto

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